AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE SÃO CAPACITADOS PARA REALIZAR BUSCA ATIVA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DEFICIÊNCIA QUE ESTÃO FORA DA ESCOLA

A ação é uma etapa da realização do Projeto Rios de Inclusão, no município de Belém, e tem como foco prioritário identificar as crianças que recebem o BPC e não estão na escola.

Em setembro, cerca de 280 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) do município de Belém (PA) realizaram busca ativa de crianças e adolescentes, em sua maioria, que possuem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e que se encontram fora da escola. Os  ACS receberam treinamento sobre o uso de uma ficha, por meio do qual vão identificar por que essas crianças não estão frequentando a escola e orientar as famílias para sua inclusão escolar. A busca ativa é uma etapa na realização do Projeto Rios de Inclusão.

A ficha usada pelos agentes comunitários registra informações visando conhecer melhor a realidade das famílias com crianças e adolescentes com deficiência, entendendo suas dificuldades e limitações para o acesso aos serviços a que têm direito. Durante a capacitação, as equipes também podem dirimir dúvidas sobre os serviços oferecidos pelo município e como proceder com os encaminhamentos.

O treinamento contou com participação das coordenadorias distritais da Secretaria de Saúde de Belém (Sesma) e foi ministrado pelo coordenador da Atenção Básica da Sesma, Felipe Safh, e pelo assistente técnico do Projeto Rios de Inclusão, Faissal Junior.

Foto: Divulgação- Suane Barreirinhas

Sobre o Projeto Rios de Inclusão

O Projeto Rios de Inclusão, desenvolvido em parceria entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Governo do Estado do Pará, a Prefeitura de Belém e a Fundação de Desenvolvimento da Amazônia, tem por objetivo fortalecer o processo de inclusão escolar de crianças e adolescentes com deficiência.

O projeto contribui, entre outros, para:

  • incluir nas escolas e/ou creches crianças e adolescentes com deficiência que ainda estão fora da rede pública de ensino na cidade de Belém;
  • construir modelos de inclusão escolar;
  • formar técnicos e gestores, e consequente melhorar a escolaridade de crianças e adolescentes com deficiência;
  • reduzir o preconceito e a segregação social sofridas por crianças e adolescentes com deficiência;
  • promover articulação entre os serviços de Assistência Social, Saúde e Educação, para uma atenção integral, por meio de um conjunto articulado e contínuo das ações e entrega de serviços.

Sobre o BPC

BPC quer dizer Benefício de Prestação Continuada. É um benefício da assistência social, integrante do Sistema Único de Assistência Social – SUAS, pago pelo governo federal e assegurado por lei, que permite o acesso de idosos e pessoas com deficiência às condições mínimas de uma vida digna. Já são mais de 2 milhões de pessoas beneficiadas sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. O valor do BPC é de um salário mínimo, pago por mês às pessoas idosas e/ou com deficiência que não podem garantir a sua sobrevivência, por conta própria ou com o apoio da família.

O UNICEF não endossa marca ou produto. Maple Bear apoia o UNICEF por meio da iniciativa Maple Bear Hug Project.